Fundamentos de Gestão
FUNDAMENTOS DE GESTÂO:
Caso EuroDisney:
2. Soluções para uma melhor adaptação cultural do modelo da Disneyland às sociedades europeias:
1. Os principais problemas do caso EuroDisney:
Um dos principais problemas de adaptação da EuroDisney em França terá sido, por parte da empresa-mãe, uma entrada no país arrogante e agressiva, ignorando os valores culturais e tradicionais franceses, forçando a cultura americana.
Assim, a Disney internacional realizou, de acordo com o director de recursos humanos, um estudo de mercado sobre o povo francês e europeu fraco e pouco conclusivo. Esse estudo de mercado, segundo o investidor bancário, não foi considerado pela Disney, tendo esta optado por uma organização pré-arranjada e um conceito exportado pouco alterado.
Apesar do sucesso que esta estratégia revelou no Japão, devemos lembrar-nos da acérrima defesa cultural característica dos franceses. Porém, essa é também filosofia da Walt Disney Co., criando assim um choque de ideias.
Como é comum dos americanos, também a Walt Disney Co. considera os franceses um povo preconceituoso, arrogante e pouco dado a mudanças, tendo entrado em “pé de guerra” e desafiando a cultura francesa. De acordo com um funcionário da Disney francesa, “até o sistema métrico era um desafio, visto que os americanos não o queriam utilizar.
Outro exemplo dessa teimosia americana, revelou-se no sector da restauração. Os americanos têm como hábito o fast-food, procurando encontrar numa só área diversos tipos de restaurantes com este género de comida, provando de tudo um pouco, alimentando-se rápido e acompanhando com coca-colas grandes e com gelo.
Os franceses, conhecidos internacionalmente pelo seu excelente gosto culinário, não concebem este tipo de alimentação, preferindo sentar-se calma e prolongadamente, apreciando uma boa refeição acompanhada com vinho, algo proibido inicialmente na EuroDisney. Apesar desse moralismo e “preocupação pela saúde” dos americanos, basta olhar pela obesidade americana comparada com a francesa.
Rapidamente, os empregados franceses da EuroDisney começaram a chamar a esta de “Mousechwitz”, visto lembrar-lhes o famoso campo de concentração, ao exigir aos empregados a utilização de desodorizante, a proibição de mastigar pastilhas-elásticas e de utilizar cores de cabelo pouco convencionais. Apesar de concordar com estas medidas, e necessário lembrar a maneira de estar francesa, não podendo forçá-las de uma forma ditatorial, mas sim com moderação e compreensão da sua cultura.
Por outro lado, a Disney não compreendeu que, depois de ter anunciado a construção do parque, uma grande parte da classe intelectual francesa se tornou receosa, começando a chamar a EuroDisney de “Chernobyl cultural”. Mais uma vez, a empresa americana foi pouco tolerante, não respeitando estas vozes que se levantaram contra o seu modelo de gestão.
A Disney apostou num turismo fechado no seu mundo, vendo a ida dos turistas a Paris uma concorrência de gastos, ao invés de uma mais-valia. O único conveniente para estes da proximidade da capital era a nível de acessibilidades. A gestão francesa mudou tudo isso, com sucesso.
Em conclusão, e voltando ao que foi acima referido, a postura de entrada da Disney americana foi arrogante e, desde do principio a lembrar o nosso Estado-Novo, com uma política de “orgulhosamente sós”.
Assim, podemos ver que é essencial para qualquer empresa que queira a internacionalização conhecer, respeitar e adaptar-se à cultura do país ou zona onde se quer integrar.
A solução principal para uma correcta adaptação da EuroDisney nas sociedades europeias passa pela adaptação à “nossa” cultura.
É necessário ter em conta o excesso de conservadorismo hipócrita americano.
Assim, torna-se primeiro essencial acabar com preconceitos por parte destes.
A nossa cultura tem centenas de anos de história e evolução, sendo portanto normal a nossa dificuldade de adaptação a novas formas de estar, apagando séculos de tradição e costumes. Há que respeitar o patriotismo e a história dos países, adaptando o produto ao consumidor.
Por exemplo, a industria automóvel americana já entendeu que os modelos que vende nos EUA não têm sucesso na Europa, sendo necessário criar novos modelos ou adaptar os já existentes.
A partir do momento em que a Disney Co. entendeu esta questão e entregou a gestão ao povo francês, logo viu os prejuízos a desaparecerem e os lucros a crescerem.
Quanto a ideias concretas, seria necessário estudar com mais profundidade e tempo o povo francês, de forma a não cometer os erros até agora cometidos e já falados no ponto 1.
Trabalhos Académicos: O que são e para que servem?
Os trabalhos académicos, normalmente realizados em instituições do ensino superior, fazem parte de qualquer formação de um profissional que engloba pesquisas e construção de conhecimentos, pondo em prática e em pontos de reflexão, toda a teoria apreendida nas aulas. Este tipo de trabalhos garante a qualidade formal do material em questão, desenvolve actividades didácticas e cientificas e desenvolve também as competências específicas de quem realiza os trabalhos académicos. A realização destes trabalhos é também uma óptima ferramenta para ajudar a sistematizar o nosso próprio pensar. Toda a elaboração dos trabalhos académicos deve seguir um modelo e um determinado método de acordo com os objectivos do trabalho.
A informação foi retirada dos seguintes sites:
INTRODUÇÃO:
A elaboração de trabalhos académicos é uma habilidade pontual na
formação de qualquer profissional que empreende pesquisas e constrói
conhecimentos no decorrer de sua formação universitária.
O domínio das técnicas e dos procedimentos de elaboração e
apresentação dos tratados, estudos e pesquisas garantem a qualidade formal do
material em questão, facilitando os critérios de avaliação dos mesmos. Trata-se
de a partir de algumas directrizes operacionais, desenvolver um instrumental de
apoio às actividades didático-científicas dos professores que buscam desenvolver
competências específicas nos seus alunos em formação.
Sabe-se que a questão da competência supõe, não apenas o domínio de
conteúdos e técnicas próprios à especificidade da actividade profissional, como
também o domínio de aspectos relacionados à forma e à sistematização do
próprio pensar.
Segundo Alberto Albuquerque Gomes, o processo de produção do
conhecimento sobre o mundo social passa necessariamente pela reelaboração
daquilo que vemos, na forma de representações. Ou seja, para tentar
Compreender o mundo, é preciso num primeiro momento descontraía-lo, assim
Como faz o mecânico de automóveis que para compreender seu “objecto”, qual
seja, o motor precisa desmontá-lo para depois remontá-lo, agora munido de um
saber enriquecido pela praxis. Assim, o cientista social ao deparar-se com seu
“objecto”, precisa desenvolver uma atitude crítica de forma a “desmontar” este
“objecto”, na forma de categorias conceituais, buscando o seu entendimento,
também enriquecido pela praxis.
Para que nossas aulas sejam mais ilustrativas devemos produzir
conhecimentos científicos, isto é, fazer aproximações conceituais, de modo a
compreender o objecto em sua grandeza e movimento.
APRESENTAÇÃO:
Considerando-se a Faculdade como centro do saber, como uma instituição preocupada
com a qualificação do ensino, com o rigor da aprendizagem e com o progresso da ciência, ela
terá na Metodologia um valioso ajudante quanto ao desenvolvimento de capacidades e
habilidades do universitário. Aprendendo a pensar, a pesquisar e formando o seu espírito
científico, o universitário estará obtendo conhecimentos novos e ao mesmo tempo
construindo-se como activo e participante da História.
Este documento tem por objectivo orientar académicos e professores quanto à estrutura,
elaboração e apresentação de trabalhos académicos, inclusive o Trabalho de Conclusão de
Curso (TCC). Com base nas definições das Normas Brasileiras de Regulamentação (NBR) da
ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), órgão responsável pela normalização da
técnica brasileira, pretende-se padronizar a documentação académica produzida nessa
organização de ensino superior.
Espera-se, com este trabalho, desenvolver um instrumental de apoio às actividades
didático-científicas, não na busca apenas do domínio de conteúdos de técnicas próprias à
especificidade da actividade profissional, mas também como domínio de aspectos relacionados
à forma e à sistematização do próprio pensar.
A equipe de professores da Faculdade Decisão acredita no esforço individual de cada
académico e espera que a utilização deste manual seja um facilitador para alcançar o sucesso
tanto na vida académica, quanto pessoal e profissional.
Sucesso na caminhada!
Elaboração de Trabalhos Acadêmicos
A Edufpa (Editora da Universidade Federal do Pará), em conjunto com o Numa (Núcleo de Meio Ambiente) da instituição de ensino, lançaram agora em 2005 o livro Elaboração de Trabalhos Académicos - Normas, Critérios e Procedimentos, de autoria de Marise Teles Condurú e de José Almir, ambos professores daquela universidade.
O trabalho tem o objectivo de apresentar de forma didáctica os métodos a serem adoptados na elaboração de trabalhos formais, podendo ser utilizado por estudantes da graduação e da pós-graduação, autuantes em qualquer área do conhecimento.
Os estudantes são apresentados e orientados na utilização das normas formais de elaboração de trabalhos científicos ou académicos. O livro inclui, além das orientações, roteiros específicos para a composição de TCCs (trabalhos de conclusão de curso), monografias, dissertações e teses.
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